28/06/2010

Robinson, acidentado da modernidade

Embalado pelo espetáculo dos Taruíras Mutantes, terminei hoje de ler ‘Adeus, Robinson – E outras peças curtas’, do Julio Cortázar.

O isolamento de Alexander Selkirk na ilha Juan Fernandez trouxe o Crusoé de Daniel Defoe. E no século passado o de Paulo Afonso Grisolli, Palatravi, Malac, Mic; Fernando Arrabal, O arquiteto e o imperador da Assíria; além do de Cortázar, já citado – e certamente existirão muitos outros.

O tema, portanto, teve várias releituras no século XX. Mas isso não é surpreendente. O personagem original estava no limiar da modernidade e hoje suas novas roupas vestem-no novamente com o sabor de crise, mas essa de final de paradigmas.

Todos são, a meu ver, robinsonscrusoés náufragos, acidentados em desastres aéreos ou recepcionados em aeroportos de pós-modernas ilhas desertas, sempre, é salutar, forjando sextas-feiras.



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